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Chega de preconceito

  • Foto do escritor: Marcos Amazonas Santos
    Marcos Amazonas Santos
  • há 5 dias
  • 2 min de leitura

Assisti a um vídeo e li uma reportagem sobre um porteiro de escola agredido verbalmente por adolescentes. A gravidade da agressão evidencia uma profunda falta de educação, mas como exigir civilidade dos jovens quando nos deparamos com um Presidente que ataca um antecessor, publicando um vídeo que sobrepõe o rosto do casal ao corpo de macacos? Como compreender o crescimento do preconceito racial nos dias de hoje?

O preconceito expande-se diariamente. Muitos olham para os seus semelhantes com um falso sentimento de superioridade, desprezando o próximo e replicando o discurso daqueles adolescentes que, ao dirigirem-se ao porteiro, afirmaram que ele pertencia a uma "sub-raça". Este pensamento é a raiz de sofrimento e morte; é o mesmo que alimenta o feminicídio através de uma suposta hierarquia de valores humanos. No entanto, precisamos recordar as palavras do apóstolo Paulo: 

“Onde não há grego, nem judeu, circuncisão, nem incircuncisão, bárbaro, cita, servo ou livre; mas Cristo é tudo, e em todos” (Cl 3.11).

Quem se afirma cristão e seguidor de Jesus deve estar livre de preconceitos. O cristianismo é radical: ele iguala-nos e derruba barreiras sociais. Demonstra que não há espaço para a xenofobia e que a verdadeira vivência está na igualdade dentro da diversidade. A proposta cristã é a fraternidade, e não um mero igualitarismo formal.

O Evangelho ensina-nos a olhar para o outro como um igual — um semelhante que deve ser tratado com dignidade e respeito. Não existem "sub-raças" nem pessoas inferiores ou mais dignas que outras; todos possuem o mesmo valor e merecem ser valorizados.

A radicalidade do Evangelho faz-nos perceber que somos um só, unidos em Cristo e por meio d’Ele. É impensável alguém declarar-se discípulo de Jesus e, ainda assim, nutrir ideias de superioridade. A fé cristã recorda-nos de que somos uma família e que todos carregamos a imagem e semelhança de Deus (Imago Dei).

Numa sociedade marcada pelo racismo e pela exclusão social, é fundamental assumirmos a essência do Evangelho. É essencial erguermos a voz e declarar: basta de preconceito. Somos seres humanos, iguais em dignidade e portadores da imagem do Criador.

 
 
 

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