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Mude

  • Foto do escritor: Marcos Amazonas Santos
    Marcos Amazonas Santos
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

A pior característica do ser humano é a sua estagnação. É o erro de acreditar que está tudo bem e que o seu jeito de ser é o único correto, sem nada a mudar. No dia a dia, é comum encontrarmos pessoas assim: gente que vive fundamentada na máxima da canção "Modinha para Gabriela": “Eu nasci assim, eu cresci assim / E sou mesmo assim, vou ser sempre assim”. São pessoas fechadas, que pensam que tudo deve acontecer conforme a sua vontade.

Vislumbramos cada vez mais, em nossos dias, indivíduos que acham que o mundo gira à sua volta e que todos lhes devem fazer as vontades. Gente inflexível, que não arreda o pé, não muda e se julga dona da verdade. O mais triste é que a maioria dos que agem com tal intolerância faz parte de grupos religiosos, acreditando serem os únicos certos enquanto o resto do mundo está errado. São pessoas prontas para julgar e condenar. O Senhor Jesus teve de os enfrentar e, como vemos nos Evangelhos, essas pessoas sempre se opuseram ao Seu ensino, pois estavam presas às suas tradições e religiosidade. Por outro lado, o Mestre chamou pessoas simples, moldáveis e que estavam dispostas a mudar.

A caminhada cristã é feita de transformações. É a jornada da inconformidade, da mudança constante e da quebra de paradigmas; ou seja, é a luta contra o conformismo. Isto fica patente nas palavras do apóstolo Paulo: 

“Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12:1-2).

É preciso avaliar a própria vida e decidir mudar. A cada novo dia, devemos renovar a mente e avaliar as situações, não esperando que os outros mudem, mas mudando a nós mesmos através dessa análise pessoal. É deixar o egoísmo de lado, renunciar às próprias vontades e ao desejo de ser senhor de si mesmo, para se entregar a Deus e desfrutar do que Ele tem preparado. Quando isso acontece, surge o desejo genuíno de ser diferente, a mudança flui naturalmente e o conformismo é abandonado.

Mude, mas mude através da sua entrega a Deus, desfrutando da Sua boa, perfeita e agradável vontade.

 
 
 

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