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Não seja indiferente

  • Foto do escritor: Marcos Amazonas Santos
    Marcos Amazonas Santos
  • há 13 horas
  • 2 min de leitura

Quando caminhamos pelas ruas, é comum vermos pessoas a mendigar; encontramos desabrigados e pedintes. Ao nos depararmos com tal situação, muitas vezes procuramos desviar-nos, desviamos o olhar e seguimos o nosso caminho. Algumas vezes sentimo-nos revoltados ou chateados; noutras, simplesmente ignoramos essas pessoas, como se elas fossem invisíveis.

O Senhor Jesus contou a parábola do bom samaritano a um religioso que tentava justificar-se perante Ele. Recordemos o relato: 

“Descia um homem de Jerusalém para Jericó, e caiu nas mãos dos salteadores, os quais o despojaram e, espancando-o, retiraram-se, deixando-o meio morto. Ocasionalmente, descia pelo mesmo caminho certo sacerdote; e, vendo-o, passou de largo. De igual modo também um levita, chegando àquele lugar e vendo-o, passou de largo. Mas certo samaritano, viajando, veio até ele e, vendo-o, foi movido de íntima compaixão. Aproximando-se, atou-lhe as feridas, deitando-lhes azeite e vinho; e, pondo-o sobre o seu animal, levou-o para uma estalagem e cuidou dele. Partindo no outro dia, tirou dois dinheiros, deu-os ao hospedeiro e disse-lhe: Cuida dele; e tudo o que de mais gastares eu to pagarei quando voltar” (Lc 10:30-35).

Essa história ensina-nos que é possível cumprir os ritos de uma religião e professar uma fé, mas ser-se uma pessoa completamente insensível à dor e ao sofrimento alheio. Note que o texto afirma que tanto o sacerdote como o levita viram o homem caído, mas foram incapazes de ajudá-lo. Viram, mas não sentiram compaixão, pois estavam aprisionados em doutrinas que os impediam de exercer o cuidado.

A parábola também nos revela que a compaixão pode surgir de quem menos esperamos. O samaritano viu o homem, moveu-se de compaixão, desceu do seu animal, cuidou das feridas e levou-o para um lugar seguro. Fica claro que a compaixão é fruto do amor e exige atitude: ela faz com que se corram riscos em favor do próximo.

Esta narrativa surgiu como resposta aos mandamentos de amar a Deus e ao próximo. Portanto, aquele que diz amar a Deus, mas fecha os olhos ao sofrimento alheio, está longe de ser um verdadeiro discípulo. Quem ama a Deus, ama também o seu semelhante e não permanece indiferente à dor e à necessidade do outro.

 
 
 

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